eleições 2020

'Tenho que aceitar o resultado das urnas', declara Sergio Cechin

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data-filename="retriever" style="width: 100%;">Foto: Renan Mattos (Diário)
Sergio Cechin, ao lado de Evandro Behr e Marcelo Bisogno

Com a fala "no futebol, a gente perde, empata ou ganha", Sergio Cechin recebeu apoiadores na garagem de sua residência, na Avenida Dores, na tarde deste domingo para acompanhar a apuração dos votos. Política não é futebol, e a máxima mais apropriada neste caso seria "no futebol, o jogo só está ganho depois do apito final". Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) computou 99% das urnas, o candidato pelo Progressistas reconheceu a derrota.


VÍDEO: apoiadores de Pozzobom lotam avenida na festa da vitória

Junto de cerca de 15 apoiadores e dos candidatos derrotados no primeiro turno Evandro Behr (Cidadania) e Marcelo Bisogno (PDT), Cechin agradeceu as mais de 53.616 pessoas que votaram nele: 

_ Neste momento, quero dizer que sou um democrata. Temos que aceitar o resultado das urnas. Nós pensamos em mudanças, e o povo achou melhor a continuidade. Quero usar a palavra gratidão. Agradecer as pessoas que confiaram em nosso nome na nossa proposta e também cumprimentar o candidato vencedor.

Em tom sereno e diplomático, Cechin deu a entender que não fará oposição ao candidato reeleito:

_ Eu tinha o sonho de ser prefeito, mas a vida continua. Temos de ter dignidade. Eu estou fora da vida pública, mas sempre irei ajudar a minha cidade. Torço pelo sucesso do vencedor assim como se eu fosse eleito gostaria quer as coisas dessem certo. Sou muito religioso e tenho muita fé na Mãe Rainha.

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Logo após a entrevista, Cechin deixou a sua casa, na Avenida Dores, e foi para a sede do seu comitê na Avenida Liberdade, onde muitas pessoas estavam chegando. Ele foi recebido por apoiadores a quem agradeceu o apoio. Logo depois, se juntou aos vereadores eleitos Pablo Pacheco, Roberta Leitão e João Ricardo Vargas (todos do Progressistas). Amigos também se faziam presentes, alguns acompanhados de lágrimas e soluços. Na calçada, do lado de fora, apoiadores xingavam carros que passavam buzinando em provocação. Apesar disso, o clima não era violento.

*Colaborou Leonardo Catto

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